Mai
17
Sáb
Exposição Olaria Norte de Portugal @ Museu de Olaria
Mai 17 2014@10:00 am_Dez 31 2025@5:30 pm
[:pt]Exposição Olaria Norte de Portugal[:en]Pottery from Northern Portugal[:] @ Museu de Olaria

Esta exposição é composta de peças de louça utilitária pertencentes aos mais importantes centros oleiros do norte de Portugal. Este tipo de loiça respeita à olaria destinada aos usos domésticos mais comuns e dava resposta às necessidades familiares. Aqui se encontram, portanto, peças de louça preta, louça vermelha fosca e louça vidrada de Parada de Gatim, Barcelos, Guimarães, Bisalhães, Vilar de Nantes, Selhariz, Pinela, Felgar e Gondar.

Outrora utilizada em todas as casas portuguesas, a louça utilitária começou a cair em desuso a partir da década de setenta do século passado, em detrimento dos utensílios de plástico e de metal.

 

 

 

 

 

 

 

 

VISITA VIRTUAL

 

 

Jan
2
Qua
Revisitar o Figurado
Jan 2 2019@12:00 am_Dez 31 2022@12:00 am
Revisitar o Figurado

Horário ao público:
Terça a sexta-feira: 10h00 às 17h30
Sábados, domingos e feriados: 10h00 às 12h30  | 14h00 às 17h30

*Entrada Gratuita

VISITA VIRTUAL

Mai
18
Seg
O Galo de Barcelos @ Museu de Olaria
Mai 18 2020@10:00 am_Dez 31 2025@5:30 pm
Out
9
Sáb
BONECREIRO @ Museu de Olaria
Out 9 2021@12:00 am_Jan 23 2022@12:00 am
[:pt]BONECREIRO[:en]Bone[:] @ Museu de Olaria

 

A exposição Bonecreiro, que se apresentará entre os dias 9 de Outubro e 23 de janeiro de 2022 no Museu de Olaria de Barcelos, resulta do trabalho desenvolvido pelos artistas Alberto Berruto, Auréline Caltagirone, Carolina Garfo, Fábio Araújo, Francesco Caruso, Laura Monteiro, José Sottomayor e Maria Luísa Ramires numa residência artística organizada pela POUSIO – Arte e Cultura em parceria com o Museu, decorrida entre Maio e Junho deste ano em Barcelos.

Fomentando a criação e a experimentação interdisciplinar destes artistas emergentes em contacto com os artesãos locais do município, a residência artística procurou fortalecer, assim como dinamizar a pesquisa e a produção em torno do artesanato e das práticas artísticas de Barcelos, em diálogo com a sua comunidade.

Com curadoria de Ana Bacelar Begonha, Bonecreiro, que decorrerá na Sala da Capela do Museu, conta com trabalhos multidisciplinares que vão desde a cerâmica, à serigrafia, à pintura, ao vídeo ou ainda à performance e que se preocupam com reinventar e recontextualizar práticas tradicionais, assim como questionar as dicotomias entre velho e novo, digital e material ou real e ficcional.

A exposição contará também com uma projecção do documentário Bonecreiros (2021), de Alberto Berruto e Francesco Caruso, sobre o processo da residência, na Sala Multiusos do Museu no dia 20 de Novembro pelas 16h, para assinalar a semana em que se comemora o dia Mundial da Criatividade.

* Entrada livre |  lotação limitada

 

 ARTISTAS

Alberto Berruto (Turim, 1997) vive e trabalha entre Roma e Turim. Licenciou-se em Novas Tecnologias na Academia Albertina di Belle Arti em Turim (2017-2020) e passou um ano escolar na Accademia di Belle Arti em Carrara. Actualmente encontra-se no Mestrado de Cinematografia e Espetáculo que iniciou em 2020 na Accademia di Belle Arti em Roma. Tem desenvolvido trabalhos como conteúdos criativos de vídeos musicais, produção de curtas-metragens, projectos de realidade virtual e vídeos publicitários. De momento, encontra-se a orientar um projecto musical emergente, entre outros trabalhos como a gestão de redes sociais e a criação de sites. Ultimamente, tem desenvolvido um interesse por vídeos documentais resultante de uma abordagem agregada à realidade virtual.

Auréline Caltagirone (Nice, 1993) vive e trabalha em Lisboa, onde estuda Joalharia Contemporânea na Ar.co – Centro de Arte e Comunicação Visual. É Mestre em Expressão Plástica, especializada em Design de Produto e Cerâmica (2017) pela Escola de Belas Artes de Limoges (França). Expõe colectivamente desde 2015. No seu trabalho, combina as práticas tradicionais com as novas tecnologias, para criar elementos híbridos. Convida-nos a uma reflexão social e cultural, examinando os usos e os rituais induzidos pelos objectos que nos cercam.

Carolina Garfo (Paradela do Rio, 1993) nasce e cresce rodeada pela cerâmica. Após ter-se licenciado em Escultura na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e ter integrado o programa de estudos em Práticas Artísticas da Maumaus, regressa ao ninho e concentra-se na cerâmica. Sediada actualmente na oficina e galeria Arte da Terra em Paradela do Rio, uma aldeia do concelho de Montalegre, Carolina explora o barro, dando voz e espaço a criaturas e ambientes do seu imaginário. Com gosto e determinação, também tem estado atenta às culturas e tradições locais, algo que se preocupa em valorizar e preservar nas gerações contemporâneas. Neste sentido, desde 2015 que participa na organização do Festival do Castanho e em 2017 fundou e coordenou o projecto de residência artística Para de lá dos Montes. À parte a sua participação em diversas exposições colectivas, em 2019 realizou a sua primeira exposição individual de cerâmica, Ponto Amarelo, que arrancou na Galeria do Casino de Lisboa, seguindo até ao Espaço Ócio no Porto. Em 2020, em dupla com a Maria Petrucci, criou Sem Cavalos, uma exposição de cerâmica e som no O STAND PROJECT em Lisboa.

Fábio Araújo (Santa Maria da Feira, 1996) vive e trabalha em Santa Maria da Feira. Tem um Mestrado em Desenho – Artes Plásticas (2020) e uma Licenciatura em Pintura – Artes Plásticas (2018) pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Foi estudante na Akademie výtvarných umění v Praze em Praga, CZ (2019/2020). A partir de outubro de 2021 será docente na Categoria de Assistente Convidado na Escola de Arquitetura, Arte e Design – Universidade do Minho, PT. Expõe colectiva e individualmente desde 2012, podendo mencionar as exposições individuais Backyard interventions (or how to deviate from it’s sayings) (2021), B93, no âmbito da Residência Artística ARE Holland, Enschede, NL e Passagens por terras de ninguém (2020), Museu da FBAUP, PT; e as exposições colectivas Coação Pictórica (2021), Galeria Municipal – Casa dos Crivos, Braga, PT e Noroeste – Sudeste (2019) no Lugar do Desenho, Fundação Júlio Resende, PT. É vencedor do Concurso Novos Artistas da Fundação Bienal de Arte de Cerveira (2021), PT e finalista da Portuguese Emerging Art – Green Edition (2020), PT. O trabalho que tem vindo a desenvolver pretende explorar a relação que o desenho e os objetos pictóricos podem estabelecer com ações performativas a partir de um processo de re-documentação.

Francesco Caruso (Salerno, 1995) vive e trabalha em Turim. Após se ter licenciado em Novas Tecnologias na Accademia di Belle Arti de Turim, em 2020 iniciou o Mestrado de Cinema e Media na Universidade de Turim. Desde muito jovem apaixonado pela fotografia, no decorrer do seu percurso no ensino secundário artístico, começou a desenvolver vídeos musicais e curtas-metragens com os seus colegas. Após esta experiência, continuou a desenvolver vídeos para eventos culturais, publicitários e musicais, mantendo activamente a sua produção artística de domínio fotográfico. O seu ponto de vista é sempre direccionado à procura do real, sem excluir uma aproximação criativa e sensível aos grandes temas da contemporaneidade.

José Sottomayor (Lisboa, 1997) vive e trabalha em Lisboa. Estudou na Escola Secundária Artística António Arroio e especializou-se em cerâmica. Em 2018 licenciou-se em Escultura na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Teve a sua primeira exposição individual, Where is the purple man no espaço Duplex em 2019/2020. Tem participado em exposições colectivas como a Casa da Dona Laura 4, Yellow is where the art is e no festival SOMA. Dentro da associação POUSIO desenvolve o papel de criação de novos projectos e coordenação de residências artísticas, como membro da direcção. Actualmente encontra-se a desenvolver um projeto na Associação Luzlinar no distrito de Bragança, onde tem explorado o universo dos ofícios e da matéria prima da terra. O seu trabalho artístico, maioritariamente escultura e desenho, tem como objecto principal de estudo a cor e a matéria, nas suas diferentes plasticidades.

Laura Monteiro (Lisboa, 1994) cresceu entre derivas na cidade e reuniões familiares. Frequentou o curso de Escultura na Faculdade de Belas Artes de Lisboa. Entre tantos, ajuda e participa na organização de festas, encontros e convivas em Portugal e Ibiza. Aprende e pratica a auto-edição de objectos em papel para folhear. Dedica-se ao movimento dos pés e, mais recentemente, à sua em-raíz-são. Regista todos estes e outros acontecimentos em largas resmas de papel e parede.

Maria Luísa Ramires (Coimbra, 1994) vive e trabalha em Lisboa. Concluiu o curso de Pintura na Faculdade de Belas Artes de Lisboa em 2016 e o Mestrado de Mercados da Arte no ISCTE em 2018.  Combina frequentemente técnicas manuais com técnicas digitais, remetendo-nos para a união entre estes dois mundos.  Expõe o seu trabalho desde 2016, em Portugal e no estrangeiro, de onde se destacam as exposições Rhizom 21 em Nykobing, Dinamarca e Carmo, Chiado e a Respublica Litteraria: Artes na Esfera Pública em Auckland e na Maison André Gouveia em Paris. Conta com exposições em diversas instituições como o Museu Nacional Machado de Castro em Coimbra, o Museu Nacional do Tesouro da Misericórdia em Viseu, o Convento do Carmo, o Museu da Guarda e a Casa das Histórias em Cascais. Participa regularmente em residências artísticas, como a Kunstkollektive 8B em 2020 e Bonecreiro em 2021. Actualmente é representada pelas Galerias Meraki e Amorpho.

 

A POUSIO – Arte e Cultura é uma associação que surgiu em 2019 para dar resposta à necessidade de criação de novos contextos de produção artística. Liga produtores culturais nacionais – artistas, curadores, museólogos e investigadores – a comunidades social ou culturalmente isoladas no país. Propondo várias formas de contacto, a POUSIO tem como objetivo: evidenciar a importância da arte e da cultura como instrumentos de novas soluções sociais; Incentivar a produção artística desafiando-a a conhecer novas realidades, a abrir diálogo com novas comunidades e artistas, a expor a sua experiência; promover a troca de conhecimento e criar uma cultura de serviço – uma cultura que crie novos acessos. 

 

  | Produção da Exposição

From the 9th of October to the 31st of December, POUSIO will be presenting “Bonecreiro”, an exhibition by Alberto Berruto, Auréline Caltagirone, Carolina Garfo, Fábio Araújo, Francesco Caruso, José Sottomayor, Laura Monteiro and Maria Luísa Ramires at the Pottery Museum of Barcelos.

Curated by Ana Bacelar Begonha, the exhibition shows new works produced by these artists during an artistic residency between may and june of this year, organized through a partnership with the museum. Taking Barcelos’s craftsmanship and local practices as their starting point, the artists are presenting multidisciplinary projects that range from ceramics, to serigraphy, painting, video or performance. 

The entrance is free of charge, the capacity is limited.

Location:
Chapel Room of the Pottery Museum 
Rua Cónego Joaquim Gaiolas
4750-306 Barcelos

Opening hours:
Tuesday to friday > 10am – 5.30pm
Saturdays, sundays and holidays > 10am – 12.30am I 2pm – 5pm

 

 

Out
30
Sáb
Bienal de Aveiro @ Aveiro
Out 30 2021@12:00 am_Jan 30 2022@12:00 am
[:pt]Bienal de Aveiro[:] @ Aveiro

 

 

 

 

 

 

 Galeria Morgados da Pedricosa

 

Nov
6
Sáb
Da Tradição à Inovação @ Museu de olaria
Nov 6 2021@12:00 am_Jun 5 2022@12:00 am
Da Tradição à Inovação @ Museu de olaria

 

Exposição recentemente inaugurada no Museu de Olaria, onde a tradição do figurado de Barcelos aliada à inovação se apresenta como elementos da própria cultura e à riqueza das suas raízes, unindo a novidade à tradição.

Assim, numa visita agradável pela exposição, percorremos os novos rumos do figurado de Barcelos, apresentado pelos barristas Carlos Dias, Telmo Macedo, Laurinda “Pias”, Eduardo e Jesus “Pias”, cada um com a sua história de vida neste mundo imaginário, que tão bem preenche esta forma popular artística e criativa, que nos permite desfrutar das suas obras.

 

Fev
5
Sáb
EXPOSIÇÃO – FERNANDO MORGADO – MEMÓRIAS NASCIDAS NO BARRO @ Museu de Olaria
Fev 5@3:30 pm_Abr 3@5:30 pm
[:pt]EXPOSIÇÃO - FERNANDO MORGADO – MEMÓRIAS NASCIDAS NO BARRO[:en]Exhibition - FERNANDO MORGADO – MEMORIES BORN IN CLAY[:] @ Museu de Olaria

Nascido em Galegos (Santa Maria), no dia 15 de outubro de 1927, filho de Américo Morgado e de Ana de Jesus Correia de Abreu, ambos mestres artesãos nas artes de moldar o barro. As suas origens foram o motor para que, desde a sua meninice, o barro se tenha tornado uma presença constante na sua vida. A sua longa história conta hoje com 94 anos, plenos de aventuras, tantas, que temos de as peneirar um pouco para mergulhar no verdadeiro espírito do barrista.

O seu percurso no barro começa aos 12 anos, para ajudar a família. Assim, vai trabalhar por conta de dois irmãos mais velhos, na pintura de peças de figurado e louças que seriam vendidas em feiras. Somou experiência e, pouco tempo depois, começa a ser chamado por outros barristas da região para pintar artigo, ganhando à peça. Foi nesta fase da sua vida que, não raras vezes, pintou galos de Barcelos para Domingos Coto, conhecido mestre do artesanato de Barcelos e, muito provavelmente, o primeiro a fazer o Galo de Barcelos na roda de oleiro. Aos 24 anos, corria o ano de 1952, emigrou para o Brasil, onde se junta a um irmão, com quem vai trabalhar numa fábrica de cerâmica no município de Niterói, no estado do Rio de Janeiro. Neste local, mais precisamente em 1954, pouco antes de se estabelecer por conta própria, fez a sua primeira peça de figurado – o busto de seu pai. Todavia, até que volte a produzir figurado irão passar várias décadas. Foi ainda neste ano que fundou com o seu irmão a empresa de decoração “Cerâmica Artística e Regional”, dedicando-se à produção de filtros para água, vasos e outras cerâmicas decorativas. O falecimento do seu pai em 1962 precipitou o seu regresso a Portugal no ano seguinte, porém não o fez sem antes casar com Palmira Duarte Silva, também ela portuguesa, de Viseu, e emigrada no Brasil.

De volta a Barcelos, foi novamente o barro que lhe concedeu meios para sustentar a sua família e criar 5 filhos, através da fundação da empresa de “Decorações Canta Galo”, que laborou entre 1963 e 1990, na produção de louças e cerâmica decorativa. O fim da sua atividade empresarial, no exigente ramo da cerâmica, foi ditado por motivos de saúde. Assim, passou à condição de reformado, porém esta não lhe tirou o gosto pelo barro, antes pelo contrário, motivou a sua dedicação em exclusivo à sua arte de coração – o Figurado, passando a criar peças que retratam o mundo que o rodeia, como por exemplo motivos religiosos, folclore, profissões, cenas do mundo rural e muitas tradições. Pode mesmo afirmar-se que é um dos artesãos de Barcelos que melhor retrata a temática das tradições e do mundo rural no Minho. É um trabalho único, todo ele realizado manualmente, cozido, pintado à mão, e amplamente marcado pela expressividade que transmite, assim como pela utilização de tons da natureza onde predominam cores pastel.

Hoje, conserva em sua casa, que se situa mesmo ao lado daquela onde nasceu, no início do século XX, centenas de criações que refletem as duas últimas décadas, altura em que o barro, nas suas mãos, passou a contar histórias, que são do mais puro Figurado de Barcelos. Neste dealbar de 2022 e com 94 anos, Fernando Morgado, que nasceu com o barro e dele fez a sua forma de vida, já não produz o seu tão amado figurado, que de resto deixou de produzir em 2019, quando as mãos cederam às vontades da idade. Porém, a criatividade, somada às inopinadas memórias e resiliência, permanece absolutamente intacta. Há não muito tempo, no decurso de uma entrevista, quando questionado sobre qual a frase que melhor o caracterizava enquanto homem ligado à olaria, respondeu “NÓS NASCEMOS DO BARRO E COM CERTEZA MORREMOS NO BARRO”.

 

 

Produção da Exposição

Jun
9
Qui
Santo António p`ARTES de mim – Coleção Alexandre Correia | 9 de junho 2022 | 5 de fevereiro de 2023 @ Museu de Olaria
Jun 9 2022@12:00 am_Fev 5 2023@5:30 pm
[:pt]Santo António p`ARTES de mim – Coleção  Alexandre Correia | 9 de junho 2022 | 5 de fevereiro de 2023[:en]Santo António p’ARTES de mim  (Saint Anthony p'ARTS of me)- Collection Alexandre Correia | June 9, 2022 to February 5, 2023[:] @ Museu de Olaria

 

O Santo António ocupa um espaço prestigiado na vida de Alexandre Correia. Foi devido à aparição deste Santo, ao seu muito estimado avô, que a vida deste terá sido salva.

Este inusitado episódio que levou a um volte-face na forma como encarava, até então, a religião, fez com que o seu avó, com quem tinha uma especial relação, passasse a ter grande consideração por Santo António. Deste modo, Alexandre Correia acabou por desenvolver, também, um gosto intrínseco por este Santo, o que o levou a ir recolhendo peças que deram origem a esta fantástica coleção.

Nesta época de Santos Populares, o Museu de Olaria presenteia, assim, os seus visitantes com a exposição “Santo António, p’ARTES de mim” – Coleção de Alexandre Correia, de 9 de junho de 2022 a 05 de fevereiro de 2023.

Esta exposição é composta por obras de figurado, com diferentes interpretações, de artesãos de norte a sul do país. São peças feitas com diversos materiais, onde se fazem notar os costumes e as técnicas tradicionais das nossas gentes.

Toda a coleção representa, como diz o título, uma parte de si enquanto colecionador de afetos, aliada à sua devoção.

É assim elencada uma exposição com uma forte incisão religiosa e com conetividade emocional que remete ao seu passado.

Fotos da exposição em montagem:

Jun
24
Sex
AQUA+32 @ Museu de Olaria
Jun 24@5:00 pm_Set 25@5:30 pm
AQUA+32 @ Museu de Olaria

Nota biográfica sobre o autor

Nascido em 1963, desde cedo teve contacto com a cerâmica, e logo na juventude emergiu a sua vontade de criar, manifestando-se através da pintura, do desenho e da escultura. Em 1988, iniciou a sua formação no CENCAL, nas Caldas da Rainha, cidade reconhecida como um dos principais centros cerâmicos portugueses e hoje reconhecida como Cidade Criativa da UNESCO no panorama do Artesanato e Arte Popular.

Foi ainda em 1989 que se estabeleceu com o seu espaço próprio e, em 1990, obteve o seu primeiro reconhecimento com o prémio “Recuperação de Formas Tradicionais”, no concurso de Design Cerâmico, Caldas da Rainha. Este foi apenas o primeiro de muitos. Dedicou grande parte da década de noventa e do novo milénio ao ensino, à investigação e à experimentação em vários domínios da produção de cerâmica a altas temperaturas e inspirado em técnicas milenares orientais e ocidentais da produção de cerâmica, que associa à sua paixão pela escultura nas suas criações artísticas em cerâmica.

Hoje, conta com 32 anos de uma carreira inteiramente dedicada à cerâmica, e soma dezenas de exposições individuais e coletivas, nacionais e internacionais. Recentemente foi premiado na Bienal de Aveiro 2021 e é atualmente membro da Academia Internacional de Cerâmica.

AQUA+32

Um momento de reflexão, de sentir o significado da água no meu trabalho e na minha vida, desde que a senti tocar o meu corpo.
A água percorre a Ria de Aveiro, as veias que percorrem o corpo do ceramista, a matéria transformada pelas mãos do ceramista, o qual aplica a sua força como as correntes que levam as marés através dos canais. O objeto que nasce do barro banhado pela água vem contar uma história, olhando o tempo que traz e leva, momentos da vida das gentes da Água. As formas onde essa água continua a sua viagem, são por vezes orgânicas, outras geométricas. Mas todas elas nos transportam a um momento onde o ceramista procura o equilíbrio na sua criação, como o intervalo entre as marés onde a luz na água reflete o que a envolve.
Entre elas, existem diálogos, narrativas, matéria-criador, objeto-observador, mas todos estes momentos apenas acontecem pela união das águas com a matéria.

H2O (l) + MATÉRIA (s) criação do objeto
Nessa constante procura, o meu caminho seguiu duas direções:
Os diálogos, que viajam por AQUA, levam-nos, pelos canais da Ria, à imagem da mulher cujo regaço transporta as crianças que um dia irão percorrer os caminhos da água, umas vezes familiares, outras desconhecidas. Pela mão das crianças, somos levados a questionar as histórias que os caminhos da água percorrem, o seu presente e o seu passado.
Por +32, acontece uma viagem pelo meu trabalho através do grés e da porcelana transformada pelo alto fogo, umas vezes vidrado, outras não, revelando a textura natural das pastas.
Onde a forma do objeto é sentida ao ser tocado, e olhada na relação objeto – utilizador, que nos leva até ao seu arquétipo – a tigela.

Fotos da exposição  – Da montagem à instalação final

Jul
29
Sex
EXPOSIÇÃO DO MUSEU PARA A ESCOLA…. DA ESCOLA PARA O MUSEU @ Museu de Olaria
Jul 29_Ago 28 todo o dia
[:pt]EXPOSIÇÃO DO MUSEU PARA A ESCOLA.... DA ESCOLA PARA O MUSEU[:] @ Museu de Olaria

Exposição dos trabalhos dos alunos dos Jardins de Infância (de 29 de julho a 28 de agosto) e do 1º Ciclo (de 2 de setembro a 2 de outubro), referentes ao Desafio – Figuras e Figurado da Sra. Rosa Ramalho – A Oleira Prodigiosa.