Ago
31
Sáb
O Real e o Imaginário: Memória e Identidade no Figurado de Barcelos
Ago 31 2013_Dez 31 2014 todo o dia
[:pt]O Real e o Imaginário: Memória e Identidade no Figurado de Barcelos[:en]The Real and Imaginary: Memory and Identity in Figurines of Barcelos[:]

O Figurado é a designação do produto do trabalho efetuado pelos artesão barristas que se dedicam a modelar peças à mão, as quais na sua essência representam a realidade ou o imaginário das suas vidas quotidianas.

Os especialistas distinguem dois tipos de Figurado: sortido e estatuária. Figurado Estatuária (ou simplesmente Figurado) é a designação dada às peças de estatuária de expressão popular produzidas quase integralmente à mão. Figurado sortido diz respeito às pequenas peças feitas em grandes quantidades com recurso a moldes.

Não é possível datar o início da produção do figurado sortido, mas sabe-se que em Barcelos era muito abundante entre o início e meado do século XX. As peças possuíam uma característica muito marcante: quase todos os pequnos objetos tinham um assobio, sendo vendidos nos mercados e feiras como brinquedos, objetos de recreação.

O Figurado Estatuária (a partir de agora usar-se-á apenas a designação Figurado) remontará, pelo menos, aos finais do século XVI, havendo notas de que o Frei Bartolomeu dos Máritires se terá referido aos bonecos de barro, durante o concílio de Trento, tese que Lapa Carneiro questiona.

No seu ofício, de mãos ágeis, os barristas (e)laboram a reinvenção dos utensílios deo quotidiano em brinquedos ingénuos e figura candidamente maliciosas. Mas o Figurado é também essa outra “arte” de dimensão simbólica que exorciza mitos, lendas e medos, e eleva o artesanato em barro a uma dimensão bipolar que vagueia entre o “divino” e o “demoníaco”.

Personagem dessa tensão entre o profano e o sagrado, Rosa Ramalho, que um dia “encontrou-se com os monstros da mitologia popular”, é a artesã mais carismática da região oleira de Barcelos. Até meados do século XX, o Figurado era visto como uma arte menor. Mas com Ramalho, a peça/brinquedo deu lugar ao objeto de culto das elites citadinas.

E se Rosa – nossa e do mundo – é simbolo da capacidade criadora de um povo, o Galo de Barcelos é icone de uma certa portugalidade. De pequinino com assobilo (até à 1ª metade do século XX), a grande, colorido, altaneiro e vaidoso, feito à mão ou com a ajuda da roda de oleiro, o Galo corre mundo e eleva o nome de Barcelos e de
Portugal.

Este ofício de verga e modelar o barro à (des)medida imaginação dos barristas remonta tão longe como a profundidade das crateras esventradas na terra de onde os barreiristas extraem a sua matéria prima.

Lá longe, dos incógnitos que sedimentaram a “arte” e dos quais a história dos homens não registou nome, nem eira nem beira, até aos dias do amanhã que se vislumbra nas novas gerações, os barristas de Barcelos já foram Ramlho, Esteves, Baraça, Mistério, Sineta e Côto.

Estes, oficialmente registados, foram baús de tradição e saber que deixaram os seus familiares e conterrâneos a arte que tinham herdado do saber dos tempos!

E assim nasceram e cresceram mais Baraças, Cotas, Ramalho, Mistérios, Sapateiro, Macedo e Morgado. E assim se polvilhou e enriqueceu a região oleira de Barcelos de uma vasta e rica artesania.

Hoje, no horizonte vislumbram-se os herdeiros de todo esse caldo social e cultural: Pias, Ferreiras, Farias, Dias, Macedo, Oliveira, a mais nova geração de barristas.

E é assim que de anónimos bonecreiros, a artesãos de marca e certificação garantida, de todos eles se fez este modo de vida que reinventa a tradição e expressa as memórias e a identidade cultural da região de Barcelos.

Algumas figuras crescem, por altua ou para as festa. Surgem cabeçudos e gigantones que, acompanhados por músicos, animam e criticam, nesta velha tradição popular minhota. São coisas do barro. “Estas figuras têm a utilidade lúdica de olhar, jogar e reconstituir situações- As bandas de música e os coretos remetem para o ouvir música e dançar”. Os mias velhos procuram passar aos mais novos esta vontade transmissão de saber, as histórias de cada peça encenada, a transmissão dos mitos, a sua recriação, “inventando o que não existe senão através da imaginação”. O olhar sobre o quotidiano, os entes imagináveis, uma certa comédia humana denunciam “uma consciência sublime onde uma miséria de séculos encontrou forças para não sucumbir transfigurando-a em consciência activa, em destino assumido.”

Pelo que se disse, mas sobretudo pelo não dito, neste seu singular tempo de reabertura, o Museu de Olaria – lugar de memórias, sítio de vidas , oficina do imaginário – apresenta a exposição O Real e o Imaginário: Memória e Identidade no Figurado de Barcelos.

Mar
15
Sáb
Memórias à Flora da Pele – Sofia Beça convida o fotógrafo Paulo Pimenta @ Sala da Capela
Mar 15_Jun 29 todo o dia

Mesmo que alguém fosse capaz de expressar tudo o que está no seu interior, não o conseguiríamos compreender.”*

Quatro anos depois de Escultura Cerâmica Hoje – 5 Autores Potugueses e O Antes, O Durante e O Depois releio os textos que escrevi para exposições de Sofia Beça. O percurso continua a ser desenhado no esforço de ver respondida uma inquietação humana: Qual o melhor caminho?

Talvez pelas pedras da calçada com atenção às que se soltam ou deslocam do seu lugar; ou saltitando de telhado em telhado incerta da estrutura que o sustenta; ou, quem sabe, correr sem destino atenta à sensação do vento a tocar na nossa pele, que nos congela o rosto, enquanto o corpo liberta um calor que nos humedece.

Na ausência de representações miméticas, as manifestações plásticas da Sofia Beça ficam marcadas pela utilização da cerâmica e, nos últimos anos, pela conquista de um espaçi no qual é evidente a crescente depuração, quer no tratamento da matéria, como na síntese formal.

A exposição Memórias à flor da pele transporta-nos para o que está simultaneamente longe e perto de nós ou para o modo como o passado pode ser ativado para o presente – que neste momento se torna, incontornavelmente, passado. Momentos da experiência vivenciada e acerca da qual fará sentido exaltar a intensidade ou dimensão que nos arrepia o corpo e nos abala a alma. A pele que, nos trabalhos da Sofia Beça, possui expressividade e catarse, de purgação. Pele de texturas e tonalidades que sugerem pequenas explosões contidas, automatismo quotidianos, intermináveis repetições de gestos, acções organizadas, percursos e rotinas realizadas aqui, nesta terra, com a terra, com a argila que absorve, como nós próprios Absorvemos…

Memórias à flor da pele é igualmente título de uma obra em parceria com o Paulo Pimenta. Duas reflexões sobre o si – self – de estutura  não-linear e não cronológica que resultam numa espécie de diálogo espelhado onde se gravam registos framentados através e entre os quais nos poderemos encontrar ou reencontrar. Uma escrita a duas mão que no trabalho do Paulo Pimenta é sempre entendida como um momento de partilha.

As suas fotografias são como mergulho profundos, discretos, complexos e silenciosamente perturbadores. Partilhas do sentir pelo ver e que, bem distinto do olhar desatento do quotidiano contemporâneo, se cravam em nós. São viagens de, pela e sobre vida – pelos lugares dos nossos mais diversos eus. São corpos que encarnam personagens e que espelham fantasias, fantasmas, o agridoce dos momentos, dos seres humanos, de lugares mais próprios ou mais distantes, inquietando os nossos mais íntimos segredos e medos.

Assim, exprimem-se sentimentos tão diferenciados e tão próximos como a paixão ou a mágoa, o amor ou a perda, sensações e emoções que de tão silenciosamente se conterem, parecem aproximar-se da implosão. Qual será o caminho?

Talvez encontremos resposta caminhando…, “desenhando e esculpindo a diferentes ritmos, velocidades… sem pressa, mas em direcção a um objectivo agradável (Rousseau, Jean-Jacques, 1712-1778) no qual o tempo e a maneira como se desfruta dele, sem saber o que sucederá após o passo seguinte, estimula-nos a prosseguir. Passeando, correndo, parando, avançando em direcção a… seguimos e/ou somos seguidos, tropeçamos, por vezes, caímos e reerguemo-nos… sentimos e somos sentidos, observamos e somos observados, ouvimos e somos ouvidos, entendemos e somos entendidos uma vezes mais ou melhor e outras vezes menos ou pior… emocionamo-nos e emocionam-nos“**.

Rute Rosas

* Wittgenstein, Ludwig. in Últimos Escritos sobre Filosofia da Psicologia, tradução: António Marques, Nuno Venturinha e João Tiago Proença. Edição da Fundação Calouste Gulbenkian, Serviço de Educação e Bolsas, Lisboa. 2007. p. 91.

** Rosas, Rosas. Fragmento de texto escrito a propósito da intervenção, Caminhando… 2010, in A Autocensura como Agente Poético Processual da Criação Escultórica – Projectos, Processos e Práticas Artísticas – Tese/Obra, FBAUP. 2011. p. 46.

 

Mai
17
Sáb
Exposição Olaria Norte de Portugal
Mai 17 2014@12:00 am_Dez 31 2020@12:00 am
[:pt]Exposição Olaria Norte de Portugal[:en]Pottery from Northern Portugal[:]

Esta exposição é composta de peças de louça utilitária pertencentes aos mais importantes centro oleiros do norte de Portugal. Este tipo de loiça respeita à olaria destinada aos usos domésticos mais comuns e dava resposta às necessidades familiares. Aqui se encontram, portanto, peças de louça preta, louça vermelha fosca e louça vidrada de Parada de Gatim, Barcelos, Guimarães, Bisalhães, Vilar de Nantes, Selhariz, Pinela, Felgar e Gondar.

Outrora utilizada em todas as casas portuguesas, a louça utilitária começou a cair em desuso a partir da década de setenta do século passado, em detrimento dos utensílios de plástico e de metal.

O hemisfério da Portugalidade de S. Sebastião
Mai 17@5:00 pm
[:pt]O hemisfério da Portugalidade de S. Sebastião[:] @ Barcelos | Distrito de Braga | Portugal

No dia 21 de novembro, sexta-feira, às 17h00, na Sala Multimédia do Museu de Olaria, vai-se realizar a conferência “O hemisfério da Portugalidade de S. Sebastião”, no âmbito da exposição “S. Sebastião – Devoção Régia e Popular”.
A conferência será orientada pelo Prof. Cunha e Silva e Dr. Alfredo Côrte-Real.

Jul
19
Sáb
Enclaves’ 2014 – João Carqueijeiro @ Sala da Capela
Jul 19_Set 28 todo o dia

A designação Enclaves’ 2014, para a exposição parece justificar-se pela sugestão de algum eclestismo aparente, que não é mais do que o resultado de anos de experimentação, investigação e maturidade, na extraordinária relação que João Carqueijeiro mantém com as ma´teiras e os materiais , que domina magistralmente. Desse aparente ecletismo, poderei dizer que resultam enclaves dentro de um território mais conhecido e emblemático [as misturas de pastas e a inclusão da ardósia fundida], cuja bandeira se reconhece sempre, como sendo a do auto que aqui [se] expõe.
Reclamando um formalismo est´tico em todo o seu percurso [que já passou por este Museu, em 2001, numa outra Exposição Individual – Esculturas no Átrio], a obra de João Carqueijeiro remete, sempre, para os segredos dessa espécie de alquimia: a transformação da terra informe em Obra, pela ação de disciplinar o indisciplinável – o fogo. São conhecidas as formas tridimensionais de grande dimensão [coexistindo ao lado de outros formatos], criando um permanente debate em torno da escultura cerâmica, impossível de não levar a sério, na nossa contemporaneidade.
Provoca no espectador a emoção est´tica, reclamada por Clive Bell, quando afirma:”Para a discussão estética, apenas temos de acordar em que as formas dispostas e combinadas de acordo com certas leis desconhecidas e misteriosas nos emocionam de um modo particular, e em que a tarefa do artista consiste em combiná-las e dsipô-las de modo a emocionar-nos.”*
É esta tarefa que João Carqueijeiro nos apresenta, materializada neste conjunto de obras. Todas elas podem parecer o reflexo de leis desconhecidas e misteriosas [para nós, mas dominadas, plenamente, pelo autor!] . Todas elas criam espaços de culto para as emoções de cada espectador, enquanto sujeito concreto e único… sem reclamarem a representação de nada, sem incitarem, sequer, ao facilitismo da figura. São obras que se atrevem à exposição, quer para o mais incauto dos espectadores, quer para os mais versados e argutos.
Não deixam ninguém indiferente e com o mesmo olhar.

Cristina Leal

* C. Bell “A Hipotese Estética” in Carmo D’Orey “O que é a Arte?” A perspectiva analítica”. Dinalivro, 2007, p. 30-32.

Out
18
Sáb
S. Sebastião, Devoção Régia e Popular @ Sala da Capela
Out 18 2014_Jan 4 2015 todo o dia
[:pt]S. Sebastião, Devoção Régia e Popular[:en]S. Sebastian, Royal and Popular Devotion[:] @ Sala da Capela | Barcelos | Distrito de Braga | Portugal

São Sebastião, um dos primeiros mártires da Igreja Católica, é também conhecido como o santo protetor contra os três grandes males da Humanidade: a fome, a peste e a guerra. A devoção a São Sebastião, expandiu-se em Portugal por ação do rei D. Sebastião. A sua imagem era levada pelas naus portuguesas, como símbolo de proteção, aos quatro cantos do mundo.

No âmbito desta exposição, barristas, oleiros, pintores, escultores e artistas plásticos em geral, foram convidados a explorar a figura de São Sebastião, recriando-a e ressuscitando-a tal qual D. Sebastião, saindo das brumas, para nos manter atentos e despertos para os temas fraturantes da sociedade atual.

Nesta exposição também podem ser observadas imagens de arte sacra e estandartes de confrarias barcelenses devotas de S. Sebastião, bem como documentos da Ordem Militar de S. Sebastião, dita da Frecha, entre outros elementos históricos e artísticos relacionados com a figura de S. Sebastião.

Nov
14
Sex
Representações do Mundo Rural no Figurado @ Sala de Exposições Temporárias
Nov 14 2014_Fev 27 2016 todo o dia
[:pt]Representações do Mundo Rural no Figurado[:] @ Sala de Exposições Temporárias | Barcelos | Distrito de Braga | Portugal

Ao apresentar a exposição “Representações do mundo rural no figurado”, o Museu de Olaria penetra na idiossincrasia da arte e do ofício, desce às crateras de onde se extrai o barro e traz à superfície a obra inspirada pelo trabalho na agricultura.

Dessa simbiose resultaram produções barristas: umas mais simbólicas; outras realistas, que interpretam e retratam o quotidiano da população rural. São essas experiências de artesãos portugueses, e do Brasil e de Cabo Verde, (re)interpretadas e transformadas em obras de artesanato olárico que se mostram nestas “Representações do mundo rural no figurado”.

Dez
5
Sex
Figurado de Natal: Uma tradição que encanta gerações
Dez 5 2014_Jan 11 2015 todo o dia
[:pt]Figurado de Natal: Uma tradição que encanta gerações[:]

O Museu de Olaria assinala, de 5 de Dezembro a 11 de Janeiro, a quadra natalícia com uma exposição alusiva ao nascimento de Cristo, tendo como forma os Presépios. Uma referência cristã à gruta em Belém onde, como nos conta a Bíblia, Jesus nasceu acompanhado de Maria e S. José.

Manufaturados nas pequenas oficinas dos mestres barristas, estas peças centram-se na representação etnográfica da Natividade .Esta aposta, que se tem repetido no tempo, visa assinalar que o Natal é profundamente marcado pela tradição dos Presépios.

Este conjunto variado de peças, divulga e sensibiliza para a criatividade dos barristas locais, mas também de outros territórios, levando até ao público, o detalhe, a cor e a caracterização das personagens que normalmente assinalam esta época de beleza ímpar.

Apostando na diversidade da abordagem e representação, a mostra, torna patente novas dimensões da realidade que paulatinamente foram introduzidas nestas obras. Destaque para o quotidiano, as crenças populares e tradições locais.

Estas novas dimensões transportam os Presépios portugueses para uma perspetiva distinta na globalidade cristã, singularizando-os.

Dez
17
Qua
Férias de Natal no Museu de Olaria
Dez 17_Dez 31 todo o dia
[:pt]Férias de Natal no Museu de Olaria[:]

Programação (Saber Mais)

17 DE DEZEMBRO Ateliê – O barro e a magia do Natal Na época natalícia as nossas casas ficam ainda mais bonitas. Neste ateliê podes usar a tua criatividade e modelar, em barro, peças alusivas ao natal, para decorar a tua casa e dar mais magia ao natal da tua família.

18 DE DEZEMBRO Ateliê – Representações do linho em azulejo Na exposição “Representações do Mundo Rural no Figurado” vais observar várias peças de figurado, alusivas às diversas fases da produção do linho. Depois é a tua vez de ser criativo e pintar em azulejo figuras representativas do trabalho com o linho.

19 DE DEZEMBRO Ateliê – Mãos na massa Preparar a terra, semear, ceifar, malhar, preparar a massa e cozer são algumas das fases necessárias para a produção do pão. Depois de observares peças de figurado representativas destas fases, vais pôr as “mãos na massa” preparar e deliciar o teu próprio pão.

23 e 26 DE DEZEMBRO Ateliê de Modelagem e pintura de peças em barro O dia de natal é repleto de grandes surpresas. Através da técnica de modelagem podes fazer peças em barro para ofereceres aos teus familiares ou amigos na troca de prendas. Podes também pintar as peças com cores muito coloridas. Quem abrir a tua prenda, ficará surpreendido!

30 DE DEZEMBRO Ateliê de Pintura de peças em barro As peças em barro podem ser pintadas com as mais diversas cores. Dá asas à tua imaginação, brinca com as cores e pinta as tuas peças. Horário: 14h00 – 17h00 Inscrições: Limitadas

Fev
11
Qua
Joaquim Sellés Paes
Fev 11_Fev 18 todo o dia
Joaquim Sellés Paes

Joaquim Sellés Paes, colecionador, é (re)lembrado hoje, 11 de fevereiro, pelo Município de Barcelos e em particular pelo Museu de Olaria, pelo seu grandioso contributo na doação da coleção de mais de 700 peças de cerâmica que deram origem à criação do Museu de Olaria.
Foi, também, etnógrafo, arqueólogo e crítico de arte. Conhecido por ser um entusiasta pela olaria, principalmente pela olaria de Barcelos, foi autor de diversos arti­gos, que são hoje importantes contributos para o es­tudo da olaria de Barcelos, mas também de outros locais com tradição olárica.
Ao longo da sua vida, destacou-se ainda como cavaleiro, comentador hípico e oficial de cavalaria do Exército Português. Sellés Paes, que se fosse vivo completava hoje o seu 102.º aniversário, foi acima de tudo um apaixonado por Barcelos.
Para comemorar esta data de grande importância, quer para a cidade de Barcelos e para os barcelenses, quer para os portugueses em geral, o Museu de Olaria disponibiliza online a biografia de Joaquim Sélles Paes de Villas-Boas.